
Em tempos trabalhei na editora responsável pela publicação deste livro em português. Fui até responsável pela venda do último exemplar na nossa língua e, desde esse dia, nunca mais vi nenhum. Esgotou e eu sabia que tal podia acontecer. Passei portanto os anos seguintes (três gordos anos…) a entrar em livrarias e a perguntar: “tem este livro?”, ao que me respondiam sempre “não” e “não”… Até hoje, em que o vi, como sempre o imaginei, à minha espera numa estante.
E o livro começa assim: «Nadie piensa nunca que pueda ir a encontrarse con una muerta entre los brazos y que ya no verá más su rostro cuyo nombre recuerda. Nadie piensa nunca que nadie vaya a morir en el momento más inadecuado a pesar de que eso sucede todo el tiempo, y creemos que nadie que no esté previsto habrá de morir junto a nosotros».
